Caminhamos todo o dia entre ravinas e valados, campos de feno, pedras e areias. Fugidos, escondidos, felizes e livres, o mar entrava pelos olhos como o reflexo de um espelho..... envergonhada a precipitação visitou-nos por breves momentos….
Os obturadores abriam-se, fechavam-se, abriam-se e fechavam-se registando, pequenos frames para ficarem arquivados na retina …… a cada curva a ansiedade de alcançar o que olhos contemplavam….. aumentava.
Os braços mexiam-se os dedos apontavam, a mão em forma de pala alojava-se na testa, os olhos semicerravam-se para proteger das areias, o sorriso era fácil.
Fustigados por uma leve e fresca brisa, sujámos os pés de terra, vestimos e despimos camisolas, mirámos horizontes e respirávamos, respirávamos………..
No final….
No final a expedição acaba num saco de amendoins, que passava de mão em mão, e numas cervejas geladas, a areia corria uma vez mais sem demoras…. o Sol desmaiava lentamente no Beliche….. o agitação voltara.
Discutiam-se relações, emoções, sensações ficando a pergunta no ar….. como se chamariam os habitantes de Sagres?
Ainda hoje não sei? Mas também não quero saber….
Mais tarde conheci a virgem de Guadalupe.
- Carvalho, Elio -


Ès o maior adoro-te!!! E os figos?
ResponderEliminarOlha que agora já existe realmente um Beliche nos Fetais!lol
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